Escrito por Niccolò Ammaniti e adaptado ao grande ecran por Gabriele Salvatores, Io non ho paura (sera em portugues algo como- eu nao tenho medo) é uma estoria passada no torrido sul de Italia. A esperança de uma vida melhor perde-se pela imensidao das espigas de trigo. Dois mundos bem distintos. Como dizia Grabriele: Alto e baixo, dentro e fora. Emerso e submerso. Visivel e invisivel.
O filme vale, nao so pelo seu argumento, mas tambem pelas imagens lindas de um sul perdido no tempo. Deixo-vos com um excerto das primeiras paginas do livro de Ammaniti.
"Quell’anno il grano era alto. A fine primavera aveva piovuto tanto, e a metà giugno le piante erano più rigogliose che mai. Crescevano fitte, cariche di spighe, pronte per essere raccolte. Ogni cosa era coperta di grano. Le colline, basse, si susseguivano come onde di un oceano dorato. Fino in fondo all’orizzonte grano, cielo, grilli, sole e caldo.Non avevo idea di quanto faceva caldo, uno a nove anni, di gradi centigradi se ne intende poco, ma sapevo che non era normale. Quella maledetta estate del 1978 è rimasta famosa come una delle piú calde del secolo. Il calore entrava nelle pietre, sbriciolava la terra, bruciava le piante e uccideva le bestie, infuocava le case. Quando prendevi i pomodori nell’orto, erano senza succo e le zucchine piccole e dure. Il sole ti levava il respiro, la forza, la voglia di giocare, tutto. E la notte si schiattava uguale."


4 Comments:
Lindíssimo o texto e presumo que o filme, a avaliar pela crítica! Estreou em Portugal em 2004, com o título "Para além do medo"...
O sítio sobre o filme, na Itália:
http://www.iononhopaura.it/home.html
O Mezzogiorno, o sul da Itália, é um mundo que me fascina desde o neo-realismo (na literatura, no cinema).
Já agora gostava que lesses o Il Gattopardo, do Giuseppe Tomasi di Lampedusa (há uma edição popular, da Feltrinelli, 1999, Universale economica, 254 pp. Euro 6,20).
Como sabes, o Leopardo, do Visconti, é um dos meus filmes de culto. Tens que o ver aí em Itália. Creio que há uma cópia nova. O livro e o filme são obras-primas. São fundamentais para se perceber a fundação da Itália moderna, enquanto Estado unificado.
dicembre 16, 2005 7:59 PM
olá joão, é a Té amiga da Maggie.
Tenho vindo ao teu blog várias vezes, sempre que faço uma ronda pelos blogs amigos e, normalmente, depois de passar no blog da Maggie. Espero que o Erasmus esteja a ser tão bom quanto parece, que venhas carregado de fotografias e boas histórias para contar daqui a pouco tempo. que cada dia de ausência seja compensado por uma presença ( ainda) mais cheia no futuro. porque também é disso que são feitas as viagens.
Este post não tem nenhum motivo especial se não o de dizer aquilo que disse. E de marcar presença de outra maneira, para além dos clicks no rato que me transportam de "casa" em "casa" no mundo virtual.
*coisas boas
Té
dicembre 18, 2005 9:11 PM
deve ser um filme bonito,de luta e triste também.. li agora um livro de um escritor angolano onjaki, chama-se "e se amanhã o medo" são contos muito bonitos, sobre histórias de pessoas, sentimentos sobre a vida.
já voltei* e hoje já é só, até depois de amanhã* baci di marg.
dicembre 19, 2005 9:43 PM
e beijinhos também à ti Té!muitos*
da maggie
dicembre 19, 2005 9:52 PM
Posta un commento
<< Home